sexta-feira, 10 de junho de 2016
Os Casais no Eneagrama: Ela tipo 8, ele tipo 9
Amanda é um tipo 8, assertiva, determinada, em busca de autonomia e realização pessoal.
Paulo é um tipo 9, tranquilo, pacato, adora assuntos espirituais.
Um belo casal. A força do tipo 8 e a capacidade integradora do tipo 9.
Os dois se completam. Paulo adora o gênio forte de Amanda. Amanda ama o jeito apaziguador de Paulo.
É muito comum tipos com energias opostas buscarem um ao outro.
A energia é oposta mas os objetivos são os mesmos.
Amanda e Paulo abriram um restaurante natural. Ela administra o negócio e ele cuida da cozinha.
Amanda busca a energia do tipo 2 para focar sua energia também no outro. Paulo busca a energia do 3 para ampliar sua capacidade empreendedora.
Você conhece algum casal assim?
Comente aqui no blog.
sábado, 4 de junho de 2016
Visionário, o quarto caminho da Liderança Educadora
Lucas entrou atabalhoado na maternidade. Seu sogro ligou pra
ele às 2h da manhã dizendo que estavam levando Patrícia para a maternidade.
Parece que Pedro estava dizendo ao mundo que era chegado o momento. O maior
medo de Lucas era não estar presente no nascimento do seu filho e confirmar sua
fama de ausente.
Ao chegar à recepção foi informado que Patrícia estava sendo
observada e já tinha quase a dilatação necessária ao nascimento. Então ele
chegou ao quarto, onde seus sogros também estavam esperando e encontrou uma
mulher serena com um semblante de paz.
“
Você está bem?” - indagou Lucas.
“Sim, acho que chegou a hora do Pedro nascer” – disse
Patrícia.
“Que bom que cheguei a tempo. Quero muito estar ao seu lado
no nascimento do nosso filho” – afirmou com segurança, nosso herói.
“Sempre há tempo para estarmos presentes, né, Lucas?” –
disse Patrícia com um olhar de desconfiança.
Então o médico de Patrícia entrou no quarto para examiná-la.
Lucas e seus sogros esperaram do lado de fora e foram informados de que
Patrícia seria levada para a sala de cirurgia.
Lucas ficou observando sua esposa sendo levada pela equipe
de enfermagem e um aperto em seu peito deixou o rapaz sem palavras, enquanto
Patrícia sumia pelo corredor.
Quando Lucas espera na sala ao lado da ala de cirurgia
começava a refletir sobre as mudanças que ocorreram em sua vida. Ele tinha
começado uma nova etapa profissional. Sentindo-se um “copo cheio”, nosso
executivo começou seu trabalho de forma destemida ou como ele mesmo acabou
reconhecendo, como um animal desgovernado.
Gastou muito dinheiro, não ouviu a ninguém, deu pouca
atenção às pessoas e aos relacionamentos e ficou sozinho, com seu emprego na
berlinda. Após quase sucumbir, teve um colapso e foi apresentado ao Caminho
Quádruplo e sua epopeia. Aprendeu o posicionamento do Guerreiro, o envolvimento
Educador do Mestre e a abordagem efetiva e saneadora do Guerreiro.
Lucas se lembrava de ter usado também as potencialidades do
Visionário. Este arquétipo nos mostra que apenas a Verdade pode aquietar nossos
corações e nos mostrar a Visão de nosso futuro. Criatividade não é apenas ter
ideias inovadoras, e sim, entender que para chegarmos a algum resultado
precisamos ser autênticos e não abandonarmos a nós mesmos.
O abandono de nossa Essência ocorre em três situações.
Quando renunciamos a nós mesmos por amor alguém.
Quando renunciamos a nós mesmos para obtermos aceitação ou
aprovação de alguém.
Quando renunciamos a nós mesmos para mantermos a paz, o
equilíbrio ou a harmonia.
Em algumas tradições xamânicas, quando renunciamos a nós
mesmos, eles dizem que renunciamos a falar a língua do espírito e deixamos
nosso coração fraco. Isso faz com que nos tornemos dissimulados, manipuladores
e estrategistas de objetivos ocultos. O ambiente empresarial está repleto de
pessoas que perderam a língua do espírito e deixaram seu coração enfraquecer. A
fúria e o autoritarismo são os melhores exemplos de líderes fracos, perdido em
sua Essência.
Lucas começava a sentir-se autêntico novamente. Buscou as
pessoas que antes desprezara e os chamou para trabalhar um projeto juntos, onde
todos ganhariam. Uma nova, mas discreta campanha foi criada e nos produtos
desenhados por Lucas foram promovidos juntamente com o portfólio atual da
empresa.
Finalmente as vendas começaram a aparecer. Lucas havia
conseguido desenhar um case de “sucesso”, aquilo que antes ele buscava de forma
desgovernada, e que agora nosso executivo do perfil 3 do eneagrama, começava a
experimentar de forma firme e sustentável. Ao abrir-se para a verdade e a
autenticidade, o tipo 3 caminha para trilha do tipo 6 e abre-se à confiança e o
poder dos relacionamentos.
Lucas descobrira que uma empresa somente pode ser visionária
quando se posiciona corretamente, promove alianças, educa todas as partes
envolvidas e cura as chagas que surgem no caminho.
Pessoas “copo cheio” nunca serão visionárias e inovadoras.
Animais desgovernados são apenas mais uma parte acéfala de um mundo corporativo
cada vez mais insano e sem propósito.
Lucas sentiu-se renascendo para novas possibilidades em sua
vida e enquanto refletia sobre seus últimos meses, recebeu a notícia que tanto
esperava. Pedro havia chegado...
Quando ele entrou no quarto e pegou seu filho pode perceber na
prática o aprendizado que havia recebido recentemente. Uma criança com o
semblante sereno de Patrícia. Foi essa sua percepção e que agora estava nos
seus braços para que pudesse ser amada, educada e encaminhada para uma vida
cheia de aventuras e aprendizados.
(três meses depois)
Lucas, Patrícia e
Pedro entraram no aeroporto com muitas malas e muitos sonhos. Depois que o
ciclo se fechou no trabalho de Lucas, ele entendeu que tinha muito ainda a
estudar e que seria importante para ele e sua família um novo começo nos
horizontes no Hemisfério Norte.
Nosso protagonista havia sido aceito para lecionar em uma
pequena universidade em Vancouver. Patrícia aceitou prontamente abandonar seu
emprego e irem juntos conhecer uma nova cultura e novas possibilidades nas
terras distantes do Canadá.
Lucas sabia a importância do aprendizado recebido e ansiava
uma postura nova em sua vida. Agora, ele queria continuar estudando e
convivendo com culturas diversas. Mas Lucas tinha certeza que nos laços com sua
esposa e filho ele buscaria a força que direcionaria seus esforços de crescimento
pessoal.
Ao encontrar-se consigo mesmo, Lucas teve a possibilidade de
se achar como pai e companheiro e agora vislumbrava a possibilidade de ser um
cidadão planetário e atuar na mudança das mentalidades das comunidades,
corporações e sociedades.
Nosso amigo viajante era agora um aprendiz e sentia que seu
caminho estava mais leve ao deixar para traz o peso de coisas que não lhe
traziam valor algum e ao preencher o espaço por aquilo que realmente importava
e não pesava nem um pouco.
sábado, 21 de maio de 2016
Curador, terceiro caminho da Liderança Educadora
Após duas semanas sem ver Patrícia, Lucas estava ansioso
para revê-la. Os dois combinaram de se encontrar num simpático Café aonde
sempre iam quando o tempo sobrava. Ele estava sentado aguardo pela chegada da
sua esposa.
Após quinze minutos de espera, a moça entra no
estabelecimento e deixa que um sereno sorriso preencha sua face ao ver Lucas
sentado numa mesa perto da porta. O encontro é um pouco nervoso, pois eles não
sabiam muito bem como tratar um ao outro depois de quinze dias separados.
“Como estão as coisas no escritório” - perguntou Patrícia.
Lucas via na sua esposa uma pessoa admirável. Mesmo no final
da gestação, ela ainda transpirava beleza e um ar nobre que sempre estava
presente nela.
“Estão caminhando. Resolvi mudar minha estratégia e assumir
um papel mais ponderado. Ouvir as pessoas, envolvê-las nas decisões e me
posicionar corretamente” - disse Lucas.
Patrícia não conseguia acreditar nas palavras que saiam da
boca de seu marido. Ponderação e Envolvimento nunca foram as fortalezas de
Lucas, que sempre foi aguerrido, assertivo e pragmático.
“Então o velho Lucas está mudando? Onde foi parar o
combativo e destemido executivo?” - indagou Patrícia com visível ironia.
“Eu era um animal desgovernado, um besta no sentido literal
da palavra...” - falou o rapaz sorrindo dele mesmo.
“Sempre entendi que
um executivo devia acreditar no que achava correto, na sua estratégia e seguir
em frente vencendo todos os obstáculos. Eu me considerava um guerreiro, mas
agora descobri que nem mesmo isso eu era. Um guerreiro de verdade sabe
trabalhar o poder com sabedoria. Eu era apenas uma pessoa tola. Como me
disseram, um animal desgovernado” - completou Lucas.
Patrícia estava surpresa. Lucas transmitia uma serenidade
que ela nunca havia percebido em seu marido anteriormente. Parecia que algo
havia acontecido.
“Mas o que fez você mudar tão radicalmente de atitude?” - questionou
Patrícia.
“Depois de muita cabeçada, notei que não estava chegando a
lugar algum. Gastei tempo e dinheiro da empresa em um projeto cheio de falhas e
conduzido de forma infantil por mim. Fui parar no pronto socorro e parece que
algumas pessoas boas foram colocadas no meu caminho” - disse Lucas, uma pessoa cética até aquele
momento e que achava qualquer tipo de iniciativa de autoconhecimento, uma
grande babaquice, em suas palavras.
Continuou o rapaz - “uma
pessoa muito legal lá do escritório me deu esse livro”, então ele colocou o
Caminho Quádruplo em cima da mesa.
”Aprendi alguns conceitos importantes e resolvi pô-los em
prática. Primeiramente, um posicionamento correto, onde minha presença
conseguiu transmitir autenticidade para as pessoas. Uma forma clara de me
comunicar com todos e o compartilhamento do poder com as pessoas envolvidas no
projeto”.
“Puxa, fiquei interessada por este livro” - sorriu Patrícia.
“Não há nada de novo aqui. Mas às vezes alguém precisa dizer
o óbvio pra gente. Também procurei assumir um papel educador. Marquei reuniões
com a equipe e fomos descobrindo os pontos falhos e as necessidades de mudança
no projeto. Fiz várias rodadas de conversa com outras pessoas da empresa e
propus aos outros diretores um novo projeto, onde os produtos atuais seriam
trabalhados em conjunto com os novos que eu tentava lançar no mercado. Foi um
mix do posicionamento do Guerreiro com a dedicação do Mestre, dois dos quatro
arquétipos apresentados no livro.” - completou Lucas.
“E tem mais coisa ai nesse seu livrinho vermelho?” - perguntou com curiosidade, Patrícia.
“Sim”, afirmou Lucas. “Estou agora no estágio do Curador, outro
papel do Líder que visa curar algumas formas perigosas de dependência que
assolam nossas vidas e nos faz perder o foco e energia naquilo que fazemos” –
explicou Lucas.
“Nossa, fiquei curiosa, quais são essas dependências” - perguntou
de forma impaciente, Patrícia.
“Estou aprendendo que tomamos atitudes cheias de dependência
de coisas que apenas atrapalham nosso caminho. A primeira delas é a dependência
por intensidade. Os executivos sempre tentam trabalhar e buscar resultados numa
intensidade desnecessária. Tudo tem que ser o maior e o melhor, nossa empresa,
nossos projetos, a forma como nos posicionamos. Estou aprendendo agora que
ações simples e efetivas são muito mais eficazes do que um desfile luxuoso, mas
vazio em conteúdo.”
“A dependência da perfeição é a segunda armadilha que os
executivos sempre acertam em cheio. Ela significa que não toleremos falhas e
por isso, ficamos vulneráveis a todo o momento. Isso faz com que vivamos sempre
no fio da navalha, desnecessariamente e nossa energia é desperdiçada”.
“A dependência pela necessidade de saber é outra variância
que nos assola. Quando queremos saber tudo e controlar a todos, ficamos
controladores e autoritários. E o pior, não deixamos espaço para a surpresa e a
criatividade. Tudo fica cinza.”
E completou Lucas - “Finalmente,
a dependência naquilo que não dá resultados. Apenas uma parte de nós não dá
bons resultados e quando estamos com essa dependência nos concentramos apenas
nessa parte. Encaramos a vida sob um prisma fixo e não somos capazes de confiar
em informações intuitivas. Viramos pessoas obsessivas”.
“Então essas são as dependências do executivo do tipo “animal
desgovernado”. É isso Lucas?” - perguntou com sincero interesse, Patrícia.
“Sim, Patrícia, é isso mesmo. Reconheço que minha arrogância
quase acabou com minha carreira e com nosso casamento. Daqui a pouco, Pedro irá
chegar ao mundo. Eu queria muito que, além dele encontrar um lugar melhor para
viver, também encontrasse um pai melhor, mais sábio e tolerante. Uma pessoa
melhor” - completou Lucas.
“Estou sem palavras. Torço muito por você, Lucas. Quero que
nosso filho tenha um bom pai, apenas isso. Alguém em que ele possa se espelhar
e crescer uma pessoa consciente e útil ao mundo”- disse Patrícia - “Bem, preciso ir, tenho consulta ainda hoje.
Parece que está chegando a hora de Pedro vir à Luz. Tchau... Se cuida”- despediu-se
Patrícia com um beijo no rosto de Lucas.
Ao nosso herói, restava agora voltar pra casa, descansar e
voltar aos seus projetos no dia seguinte. O sentimento é que faltava pouco
agora para que pudesse mostrar para o que veio. O final estava próximo, mas
ainda exigia algumas braçadas.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Lançamento do Livro "Como Avaliar Universidades Corporativas", uma abordagem transdisciplinar
Lançar um livro é um momento único. Ainda mais depois de oito anos de pesquisa. O livro propõe uma abordagem transdisciplinar para a educação corporativa, que seja inclusiva, holística e diversificada. Não percam o lançamento. Espero você lá para uma taça de champanhe comigo.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Nosso blog já recebeu mais de 20 mil visitas!
Nosso blog já publicou mais de 170 posts e recebeu mais de 20 mil visitas! Muito obrigado a todos! Contem sempre com este espaço para reflexão sobre a vida, gostosa de ser vivida!
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Mestre, o segundo caminho da Liderança Educadora
Depois de algumas tentativas, Lucas havia conseguido
conversar com Patrícia ao telefone. Ela estava bem, mas ainda magoada com ele.
Foi uma conversa curta e sem muita animação por parte dela. Lucas sabia que não
tinha o direito de exigir muito mais do que isso. O animal desgovernado... A
imagem que sempre vinha à sua mente.
O primeiro teste para sua atitude de Guerreiro seria a
reunião que Lucas teria com o Presidente da empresa, senhor Max. Homem de
poucas palavras, começou a inquirir o aflito executivo sobre seu plano para dar
resultados no curto prazo, dilema da maioria dos executivos, principalmente em
tempos de crise.
Lucas procurou se posicionar de forma aberta e direta. Disse
que abandonaria a campanha publicitária mal elaborada e usaria a força de
vendas da empresa para buscar transformar promessas em resultados. Iria também
propor parceria com as outras diretorias (que mudança, não?), pois ele
acreditava que existiam oportunidades para cross-selling.
Finalmente, Lucas iria focar mais em sua equipe e buscar maior efetividade na
disseminação da nova plataforma de e-commerce e advertising.
Max parecia um pouco cético e não fez muitos comentários. Disse a Lucas que
gostaria de falar com ele novamente após trinta dias, que parecia ser o deadline do nosso executivo. Lucas saiu
da sala consciente que não poderia falhar e que teria que mostrar resultados em
pouco tempo. Curiosamente, o mesmo desafio aguardava o novo governo do país.
Lucas se reuniu com sua equipe e comunicou de forma clara
seus objetivos. Ele conseguia sentir o poder do posicionamento, a força da
presença e a dimensão da comunicação efetiva. O Guerreiro poderia se manifestar
plenamente agora. Tinha ficado claro para o jovem executivo que o poder é uma
energia fundamental, mas perigosa. Muitos projetos e carreiras eram enterradas
todos os dias pelo mau trato do poder.
Agora, além do poder, Lucas iria assumir seu papel educador.
O arquétipo do Mestre também seria decisivo. Angeles Arrien afirma que quando
assumimos a postura educadora do Mestre, estamos abertos aos resultados, mas
não presos a eles. Isto é, adquirimos sabedoria para confiarmos nas pessoas que
são importantes para nós.
A confiança faz brotar no Educador ou Mestre a clareza de
propósitos, a objetividade e o discernimento. Lucas deixou sua equipe falar livremente
sobre os problemas que estavam encontrando. A resposta unanime era que nem
mesmo eles entendiam claramente a mensagem que sua unidade de negócios pretendia
passar ao mercado.
Uma empresa focada em
consultoria e sistemas agora iria prover soluções em e-commerce e advertising ao seu público, mas a
comunicação acabava denegrindo os atuais produtos, tentando mostrar que a
empresa tentava se reinventar. Décadas de respeito e credibilidade eram colocadas
ao chão por uma proposta inovadora. A mensagem tinha o efeito contrário, gerava
antipatia no mercado e Lucas não havia percebido isso.
O animal desgovernado...
Restava a Lucas começar novamente. Quase do zero. Então ele
se lembrou das Quatro Leis do Espírito, encontradas no Caminho Quádruplo:
- Quem quer que esteja presente é a pessoa certa para estar
aqui;
- Seja quando for que comecemos, é sempre o momento certo;
- O que acontece é a única coisa que poderia ter acontecido;
- Quando acaba, acaba.
Então, ele teria que arregaçar as mangas e começar
novamente, buscando resultados no curto prazo. E iria precisar muito da sua
equipe. A estratégia agora seria buscar integrar as novas soluções digitais aos
produtos consolidados já existentes na empresa. O Guerreiro Mestre iria buscar
a convergência e o engajamento por meio de um posicionamento correto e
confiança nas pessoas.
O lado sombra de julgamentos e excesso de controle do jovem
executivo, teria que dar lugar à
flexibilidade e à ação objetiva. Poderia dar certo. E os outros atributos do
Caminho Quádruplo também deveriam ser usados.
O próximo desafio era conquistar o resto da empresa, a qual tinha
sido desprezada por Lucas até agora. A sensação que ele tinha era que um fluxo
saudável havia sido iniciado e dessa forma, as coisas começariam a se encaixar.
Coincidência ou não, ao olhar para no seu Whatsapp, Lucas encontrou uma mensagem
de Patrícia:
“Oi...”
Sincronicidade?
terça-feira, 3 de maio de 2016
Guerreiro, o primeiro caminho da Liderança Educadora
Lucas ficou internado por dois dias. Tempo suficiente para
pensar no rumo da sua vida, na sua esposa Patrícia e no seu trabalho, que
parecia empacado num emaranhado desconexo de ações sem resultado algum.
No tempo em que ficou lá, Lucas conseguiu ler o Caminho
Quádruplo. Um livro tocante pela simplicidade e profundidade como discorria
sobre o comportamento humano, dividido em quatro arquétipos que poderiam
representar quatro fortalezas presentes nas pessoas, tanto na vida pessoal como
na profissional.
O primeiro caminho era do Guerreiro. Significa a capacidade
do líder usar corretamente o poder. Muitos gestores possuem autoridade e
responsabilidade para tocar seus negócios, mas poucos sabem como dominar o
poder sem ser dominado por ele.
Para usar corretamente o poder, era preciso que o líder
aprendesse a encarar a vida de frente sem precipitação. Um erro comum no mundo
executivo é fazer com que a coragem domine a capacidade de agir de forma não precipitada.
Como um animal desgovernado, os executivos colocam seus planos em ação e deixam
um terreno arrasado após sua passagem.
O Líder no arquétipo do Guerreiro conhece e domina as três formas
do poder: presença, comunicação e posicionamento.
O poder da presença significa que o líder consegue dominar
as diversas inteligências: física, emocional, mental e espiritual. É muito
comum vermos executivos amparados em uma única muleta. Utilizam a energia
física e são fracos emocionalmente, ou são capacitados mentalmente, mas não conseguem
vivenciar o sentido maior do seu trabalho, que é a forma espiritual de encarar
sua atividade.
O poder da comunicação é capacidade de ser habilidoso ao
transmitir informações e conhecimento, a fim de obter o engajamento das
pessoas. Para tal, é preciso alinhar o conteúdo a ser comunicado com o timing correto e conseguir enxergar o
contexto no qual a comunicação deverá ocorrer.
Finalmente, o poder do posicionamento mostra claramente para
as outras pessoas aquilo que acreditamos e defendemos, numa atitude de
responsabilidade compartilhada pelos resultados. Por mais que na mente do líder
as coisas possam estar claras, o mesmo certamente não ocorre com a equipe,
pares e clientes. Sem um correto posicionamento não há engajamento e sucesso
nas ações planejadas.
Lucas percebeu que precisava aprender a respeitar as
pessoas, estabelecer claramente as responsabilidades e os limites da sua equipe
e comunicar seus objetivos de forma clara e fortalecedora.
Agir como vítima e sentir-se incompreendido pelos outros
significava abrir mão do seu Poder Pessoal e se tornar invisível. Esta é uma atitude
comum nos postulantes a líderes, pensar que o mundo externo está errado e não
entende sua forma moderna de agir. O erro sempre está no mundo interno do
executivo e nunca com o ambiente. Este é o princípio de um posicionamento
adequado e efetivo.
Ao sair do hospital, Lucas estava decidido a tentar mudar a
situação. Afinal, ele nunca fugiu de situações adversas. Iria trabalhar a forma
como utilizava o Poder com sua equipe e demais pessoas.
Conseguir uma presença efetiva era algo que martelava em sua
cabeça, após ler o conceito no livro. Ele precisava equilibrar a forma como
agia, entendendo que as pessoas são um conjunto formado por emoções,
pensamentos e crenças e que tudo deve caminhar junto.
Lucas estava decidido a elaborar uma nova forma de comunicar
suas ideias. Aliando conteúdo, timing
e contexto. Para tal, era fundamental que mostrasse claramente suas verdadeiras
crenças, sem máscaras, agindo com autenticidade.
Ele se sentia animado. Parecia que as coisas começavam a
fazer sentido. Nos seus primeiros noventa dias, Lucas havia agido com energia e
determinação, mas estava claro para ele que isto apenas não era suficiente. A
imagem do animal desgovernado não o deixava esquecer isso.
Agora era pegar um táxi para casa e começar a desenhar os novos rumos da sua estratégia, que agora parecia mais completa. Lucas também iria ligar para Patrícia para saber como ela estava e tentar convence-la a voltar para casa. Seria a primeira prova para sua nova atitude de Guerreiro.
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